Prefeito de Porecatu tem bens bloqueados


Conforme reportagem publicada em nossa última edição, a Justiça confirmou o bloqueio dos bens do prefeito de Porecatu, Fábio Luiz Andrade. Durante a campanha eleitoral, ele prometeu a vinda de uma fábrica de sapatos para crianças e bebês, que iria gerar cerca de 120 empregos. No entanto, o proprietário da fábrica, que também teve os bens bloqueados, disse que “nunca prometeu gerar 120 empregos. Atualmente a fábrica conta com 8 funcionários trabalhando”, disse em entrevista à Folha de Londrina.

A Promotoria de Justiça de Porecatu abriu um processo de improbidade administrativa contra o Prefeito pelo empréstimo irregular de um imóvel do município de Porecatu, além da liberação de um aditivo para reforma do imóvel em 49% do valor inicial do contrato.

A empresa Lamá Lui Eireli, a J. Campos Construções e três empresários estão entre os denunciados na Ação Civil Pública proposta pelo MP (Ministério Público). O Juiz Substituto da Comarca de Colorado, Dr. Diego Gustavo Pereira atendeu ao pedido da Promotora de Porecatu, Silvia Luiza Dariva e Pereira, após denúncia do caso por alguns vereadores, no início do mandato do Prefeito Fábio Luiz Andrade, em 2017. A cessão do terreno e do barracão foi feito pelo Prefeito sem nenhuma formalidade e autorização da Câmara Municipal, além da Prefeitura não ter feito licitação, nem avaliado o bem.

Não bastasse, a Prefeitura contratou uma empresa para reforma do imóvel para beneficiar a fábrica e, poucos meses depois, firmou um aditivo elevando o valor inicial da reforma em 49%, totalizando mais de R$ 162 mil (o contrato inicial era de pouco mais de R$ 100 mil). Foram bloqueados os bens imóveis, contas em bancos, veículos e solicitado a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos. A Promotoria pede ainda que a construtora devolva o montante repassado no aditivo e que o município retome o imóvel. Os bloqueios dos bens do Prefeito chegam a cerca de R$ 490 mil.

O empresário Antônio Carlos Velasco disse à reportagem da Folha que transferiu o maquinário de sua antiga fábrica em Dr. Camargo (Noroeste do Estado) para Porecatu após insistência de políticos da cidade. A promessa feita a ele seria da gratuidade no aluguel do imóvel e isenção na conta de luz. Segundo Velasco, “o maquinário ficou parado durante quase um ano à espera da reforma no barracão. Entrei nessa situação de paraquedas”, ponderou.


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