Peixes voltam a morrer no Lago Tabocó em Sertanópolis

Agora vai ficar difícil para a Prefeitura explicar: Peixes voltaram a aparecer mortos no Lago Tabocó em Sertanópolis. Tempos atrás, a prefeitura alegou que era devido a falta de oxigênio na água, pois, segundo eles, “fazia muito tempo que não chovia”. Como desculpa para a população, colocaram três aeradores no lago e ligaram por alguns dias.

Recentemente, voltaram a aparecer peixes mortos. Ligaram novamente os aeradores. Agora, embora esteja chovendo abundantemente, novamente apareceram peixes mortos, boiando na superfície.

Quando houve a primeira grande mortandade, o Jornal da Cidade mandou fazer uma análise da água num laboratório particular. O resultado foi estarrecedor. Produtos químicos, ácidos graxos, coliformes fecais e mais uma série de poluentes que não deveriam aparecer na análise.

A prefeitura também fez a análise, mas, no laudo, feito por um Consórcio formado por órgãos públicos, o resultado foi bem diferente daquele feito por um renomado laboratório de Londrina. Alguns exames não foram solicitados e a discrepância dos resultados mostrou que havia algo errado.

Sabedores que tinha uma grande diferença, a Prefeitura tratou de correr na rádio comunitária para dar suas explicações. No entanto, agora, não há como explicar. Oxigenação não é, pois chove a vários dias. O que é agora?

A resposta está numa tubulação que fica atrás do lago e que recebe esgoto clandestino. Seria necessária mais atenção com esse descaso, embora a culpa venha de muitos anos. Segundo o Diretor do Saae, Claudinei Barbosa, “a tubulação tem mais de 20 anos e precisaria fazer um trabalho de varredura para descobrir onde está o problema”, explicou.

Pois bem, a culpa não é do Saae, mas da Prefeitura, que é responsável pela rede de águas pluviais (águas de chuva). O Jornal da Cidade enviou as fotos para o Ministério Público e solicitou providências.

O Secretário de Agricultura, Bruno Brócoli afirmou ao jornal que a mortandade, desta vez, seria devido a uma doença que tem contaminado os peixes pequenos, principalmente as tilápias. Segundo ele, “não há como tratar, pois, seria com antibióticos e fica inviável”, justificou.

Desta vez, nem os aeradores foram suficientes para evitar a mortandade. Motivo seria uma tubulação nos fundos do lago, que recebe efluentes contaminados.
O Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Bruno Brócoli disse a nossa reportagem que os peixes estariam com uma “infecção no fígado”. Tratamento seria a base de antibióticos, o que torna inviável a cura, devido a extensão do lago. Enquanto isso, os peixes de vários tamanhos seguem morrendo.

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