Jornal da Cidade

Chuvas prejudicam colheita da soja

            O excesso de chuvas no norte do Paraná tem dificultado a vida dos agricultores da região. O Paraná é o segundo maior produtor de grãos do Brasil e, somadas as duas culturas, o estado prevê fechar a safra 2022/2023 com uma produção de pouco mais de 40 milhões de toneladas, quase 21 milhões de soja e pouco mais de 19 milhões de toneladas de milho (considerando a primeira e a segunda safra, o que representa 14% da produção nacional.

            O primeiro colocado é o estado do Mato Grosso, que deve colher 40 milhões de toneladas de milho e 43 milhões de toneladas de soja, atingindo 30% do volume nacional de produção.

            Enquanto no Mato Grosso as condições de plantio e semeadura são consideradas normais, no Paraná a medição elevada de chuvas tem impedido o avanço da colheita da soja, o que acaba travando o plantio da segunda safra de milho, a chamada safrinha. Até o final do mês, o Paraná havia colhido apenas 17% da área plantada de soja. Nos últimos dias houveram algumas janelas de chuvas e foi possível que as máquinas entrassem no campo.             Segundo o Secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, “Estamos acompanhando atentamente a situação. Se continuar chovendo, podem aumentar as perdas”, alertou o Secretário, em entrevista à Agência Estadual de Notícias (AEN).                                                Segundo ele, ainda é cedo para avaliar o volume de perdas. Em algumas regiões do Paraná, onde a colheita estava em estágio avançado, começam a aparecer, de forma pontual, algumas lavouras danificadas com grãos ardidos. O Paraná espera colher 20,7 milhões de toneladas do cereal. Esse volume é 70% do que foi registrado em 2021/2022, quando a seca castigou as lavouras. Agora é a chuva torrencial que vem dando problemas. Nos próximos dias, o Deral deve emitir um boletim com a situação geral no estado

Chuva atrapalha a qualidade dos grãos, onde a colheita estava em estagio
avançado.