Hospital passa por reforma, mas equipamentos da lavanderia estão sucateados

A tão propalada reforma do Hospital São Lucas em Sertanópolis tem demonstrado a baixa qualidade do material empregado, aliado a um projeto cheio de problemas e com sérias dificuldades na fiscalização da obra.

O Jornal da Cidade já havia denunciado alguns serviços de qualidade duvidosa na ala de emergência, enquanto a obra não fosse finalizada. Não bastasse casos concretos como o estacionamento de ambulâncias com pouco espaço, não permitindo uma movimentação razoável das macas, aliado a altura do prédio, que encontra-se abaixo do nível da avenida, causando sérios transtornos em dias de chuva, agora surgiram mais dois problemas.

Um diz respeito a baixa qualidade do material empregado na pintura da sala da recepção. A tinta criou bolhas e a massa corrida se soltou. Isso prova que o material empregado é de qualidade duvidosa. Agora, nos chega a informação que a lavanderia, um dos setores mais importantes do hospital, está longe de sofrer uma interferência mais conclusiva.

Todos sabem que a lavanderia é o local onde as roupas dos médicos, os lençóis dos pacientes são lavados, por consequência, desinfectados e higienizados. Como estamos vendo agora na pandemia do Coronavírus, a simples lavagem com água e sabão acaba com praticamente todos os vírus e bactérias. Portanto, a lavanderia é peça importante de um hospital, pelo seu trabalho preventivo no sentido de evitar a propagação de vírus e bactérias.

Porém, em que pese a bela aparência do hospital, com pedrinhas irregulares na fachada, pintura nova e janelas de blindex, lá dentro, onde realmente importa, a coisa não vai muito bem. A lavanderia tem equipamentos enferrujados, máquinas em péssimo estado de conservação e uma parte do forro desabou.

Um setor tão importante quanto a lavanderia não recebeu o devido cuidado. Pelo que se vê é possível prever que o mais importante, recursos humanos, como médicos, enfermeiros, cozinheiras, atendentes e pessoal da limpeza podem não receber a mesma importância dada na aparência, na pintura e, provavelmente, nas lâmpadas coloridas que ainda estão por vir.

É mil vezes preferível a existência de profissionais que uma pintura nova. Vamos aguardar para ver, mas o caso da lavanderia já é motivo de preocupação, pois prova que a aparência foi priorizada.

Vamos torcer para que o prédio novo tenha conteúdo, ou seja, pessoal técnico para atender. Não basta fazer apenas a casca…

Do lado de fora bela “casca” na aparência, mas do lado de dentro…
Recortes improvisados na calçada externa e caldeira com ferrugem aparente.
Buracos no teto, ferrugens e equipamentos sucateados num dos setores mais importantes de um hospital.

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