Jaguapitã cria situações para melhorar o meio ambiente

            Algum tempo atrás, a cidade de Jaguapitã era um péssimo exemplo do caos que havia no meio ambiente. O lixão a céu aberto, era degradante e altamente contaminante. Para resolver a situação, a atual administração está promovendo ações ambientais simples e bem-sucedidas.

            Dois programas se destacam: A Coleta Premiada e o transbordo do lixo orgânico. Com relação à coleta premiada, o programa prevê a contemplação da população para incentivar a separação de materiais recicláveis. Quanto menos lixo misturado ao orgânico, menor será o gasto da Prefeitura para levar esse lixo até um aterro licenciado, ou seja, através de um transbordo. Os dois programas se completam.

            A Prefeitura de Jaguapitã iniciou no começo do mês a distribuição de sacarias de ráfia nas casas, para que a população acondicione seu material reciclável para a Ascamar – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis do município. O objetivo, além de beneficiar as famílias que dependem desse material para sobreviver, é diminuir a quantidade lixo reciclável misturado ao lixo orgânico e assim, diminuir o gasto da prefeitura com a empresa que leva o lixo orgânico até um aterro licenciado. O recolhimento e o transporte do lixo orgânico é por peso e, quanto menos peso, mais barato fica para a prefeitura.

            O lixo orgânico de Jaguapitã não pode mais ser levado para o antigo lixão, devido a quantidade de lixo misturado. Segundo Fernanda Giorgetti, secretária de Meio Ambiente, “se apenas o lixo orgânico tivesse sido levado ao aterro, a vida útil dele seria muito maior”, explicou.

            A solução encontrada foi uma prática adotada por várias cidades da região: O Transbordo do lixo orgânico. Foi construído um local onde ficam duas caçambas e para onde é levado todo o lixo orgânico produzido pela população de Jaguapitã. “A empresa Terra Norte, vencedora da licitação para o transporte do lixo produzido, vem três vezes por semana para retirar esse lixo e levar para um aterro licenciado e controlado”, ressalta Fernanda Giorgetti.

            Atualmente, a Prefeitura paga R$ 218 por tonelada de lixo levada pela empresa até o aterro licenciado. A quantidade de lixo recolhido deve girar em torno de 55 a 60 toneladas por semana, ou seja, o valor gasto deve ser em torno de R$ 11 a 13 mil por semana. Daí a importância da separação do lixo, enviando apenas o lixo orgânico para o transbordo.

            Quanto menos lixo reciclável fique misturado ao orgânico melhor. A campanha da Coleta Premiada é um incentivo a separação. Os sacos de rafia serão utilizados para o lixo reciclável, seco, sem material orgânico. Foram entregues cerca de 7 mil sacos de ráfia para a população. A campanha visa conscientizar a população sobre a importância da separação dos lixos. As pessoas que separarem o lixo reciclável ganharão cupons para concorrer a vários prêmios, como computador, televisão, bicicletas, relógios, fogão cocktop e forno micro-ondas.

            Cada saco entregue no caminhão vale dois cupons. Se a pessoa levar até a sede da Ascamar cada saco vale 5 cupons. O Prefeito Gerson Marcato pede que “não misture o lixo reciclável com restos de comida ou com lixo de banheiro. Quando mais o lixo reciclável for separado, mais trabalho haverá para as famílias que usam a Ascamar como fonte de renda. Elas buscam o seu sustento com essa separação e menos pagaremos para levar o lixo orgânico até o aterro licenciado. Vamos pensar globalmente e, para isso, precisamos agir localmente”, concluiu o Prefeito Gerson Marcato.

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