Grupo de ciclistas de Sertanópolis percorre o Caminho da Fé

Entre os dias 17 a 21 de junho, o MTB Sertão Ciclyng Team superou os obstáculos do Caminho da Fé. Participaram da empreitada 13 atletas da equipe: Angelo, Rodrigo Pelizaro, Luiz Fernando, Kaká, Leandro Migliozi, Gil da Luz, Rafael Garcia, José Dorigon, Twonaits, Francisco, Márcio Leandro Galera, Willian Hoffmann e Luiz Augusto Castro.

Fotos: Vandrei Stephani.

O Caminho da Fé é um trajeto de peregrinação inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Inicialmente era feito por alguns peregrinos em direção ao Santuário de Aparecida (SP) em rota alternativa a outras, predominantemente, pavimentadas. A rota foi oficializada em 2005.

Relato Maluco do Caminho da Fé

Por Vandrei Stephani.

Sem sombra de dúvidas, o melhor rolê que a fotografia já me proporcionou até hoje, e olha que já andei muito nesse brasilzão afora clicando eventos esportivos.

Dias antes um misto de “acho que não vou”, melhor desistir, indicar um outro fotógrafo” etc…bahhh, (sentimentos e efeitos da pandemia recluso em casa a muito tempo), sou grato a minha esposa companheira @ que me incentiva todos os dias.

O fato é ganhei 13 amigos, que indiscutivelmente vou levar para vida toda, pessoas fantásticas do bem, que hoje parece que os o conheço a anos, minha gratidão a equipe do MTB Sertão, e todos que fizeram parte dessa peregrinação.

Foram dias inesquecíveis, me encontrei com a equipe no 2º dia e dali em diante fiz exatamente o mesmo percurso que eles fizeram, inclusive a tão tenebrosa serra da Luminosa, foi com uma ajudinha extra mais foi né.

Eu não conhecia o caminho, não sabia o que nos esperava pela frente, então eu andava alguns km na frente da equipe, achava um lugar e fazia fotos e seguimos assim até o final.

Um percurso duro, com muitas serras e que para enfrentar, o ser humano precisa estar treinado para não ser aniquilado, por diversas vezes, eu sentia na equipe o desgaste do caminho, via a dor e o esforço de cada um, então coube a mim não somente fotografar, mas incentivar, apoiar e falar o mantra sagrado de todo ciclista “empurra mas não finge meu fi”, “você é bruti demais” e, assim fomos vencendo cada dia e cada etapa. Tenho que destacar a humildade e união dessa equipe, os mais treinados tinham a gana e o prazer de zerar as duras serras, mas lá no alto, esperava aquele que com mais dificuldade lutava para enfrentar mais aquele obstáculo.

O maior prazer do ciclista é encontrar aquele botequim no meio do nada e saborear aquela coxinha ou aquele pastel encharcado de óleo com uma coca-cola de 2 litros, era o combustível para enfrentar o árduo caminho da fé. E claro, não poderia faltar aquela resenha, rolo e confusão no final de cada dia regados a alguns litros de Malte e Cevada, essa era a marca registrada da turma.

Enfim, 5º e último dia e a chegada em Aparecida, não poderia ser diferente, a emoção tomou conta da equipe toda e lá cada um ao seu modo agradeceu pelo propósito da peregrinação e por ter alcançado o objetivo.

Desculpem pelo Textão, mas precisava resumidamente deixar aqui registrado essa jornada.

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