Hospital de Sertanópolis tem novos problemas

A reforma do Hospital São Lucas de Sertanópolis está enfrentando novos problemas. Não bastasse a troca do piso não ter sido efetuada por completo (apenas 60% foi trocado), agora o problema foi a pintura da nova recepção.

A utilização de material de qualidade duvidosa acabou dando defeito e, boa parte da pintura está soltando ou formando bolhas. Segundo um pintor que consultamos, esse tipo de problema aparece por dois motivos: A base tem infiltração ou foi malfeita, podendo também ser pela utilização de material de baixa qualidade, como tinta ou massa corrida de quinta categoria.

É bom lembrar que a reforma do hospital já passou por inúmeros aditivos contratuais e apresentou problemas anteriormente, como a falta de tomadas em vários quartos e salas, falta de encanamento embutido para oxigênio, o que obriga as enfermeiras utilizarem uma espécie de carrinho com um cilindro de oxigênio em casos de emergência. Não é possível saber se os problemas são originários do projeto e do memorial descritivo ou se o problema é da empreiteira.

Ainda existe a demora prolongada dos serviços. Quando a obra foi iniciada o prazo era de 180 dias para conclusão. No entanto, a construção já se arrasta por quase dois anos e ainda não foi concluída. Na verdade, a reforma teve apenas o telhado trocado. Saíram as telhas de cimento amianto e foram colocadas telhas de aço inox com isopor no meio. As salas, enfermarias e quartos passaram por algumas melhorias. As janelas foram trocadas por blindex e uma parte do piso foi substituído (pouco mais da metade da área total). O Centro Cirúrgico teve algumas melhorias bem como a área administrativa, cozinha e lavanderia. De resto, a reforma se arrasta e a inauguração, que deveria ter sido um grande fato político em ano de eleição, pode não acontecer tão cedo.

Com a pandemia do Covid-19, Sertanópolis teve a grande sorte de não ter nenhum caso confirmado até o momento. Caso algum caso tivesse ocorrido, não teríamos local para atender nossos enfermos. Fazem anos que não nasce nenhuma criança em Sertanópolis. Muito menos é atendido um paciente com unha encravada. A ordem é colocar no soro, entubar, dar uma injeção e despachar para Londrina onde o paciente vai esperar no corredor até conseguir uma vaga.

O tratamento desumano é fruto de uma política sem planejamento, onde a economia é a base da porcaria. Esperamos que num futuro, nossos gestores pensem primeiro na saúde da população e menos na aparência, na vaidade, no supérfluo. Deus nos proteja.

A pintura da recepção apresentou problemas. A massa corrida soltou e formaram bolhas. Apenas uma parte do prédio teve o piso trocado. Em outra, ficou o piso antigo. Antes mesmo de ser inaugurado a má qualidade do material já é visível. Quase dois anos e quase dois milhões depois, o que se vê é uma reforma de qualidade duvidosa.

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