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Lula tem motor de Opala. Flávio Bolsonaro só tem o reboque do pai

O senador Flávio Bolsonaro partiu para o ataque a Lula após os resultados da última pesquisa Genial/Quaest.

Segundo o senador, Lula é um produto vencido que já foi bonito, mas não leva mais a lugar nenhum: é um “Opala velhão”.

Porém, ao tentar desqualificar o presidente, o filho zero um acabou cometendo um ato falho: admitiu que Lula já teve suas qualidades.

É a falta de inteligência política gritando ou apenas o desespero de quem precisa criar um fato novo?

Flávio agora jura que a eleição não será mais sobre Lula e Bolsonaro. Pura conversa de candidato. Ele quer convencer o eleitor de que a disputa é entre o “caminho da prosperidade” e o Lula tem motor de Opala.

Flávio Bolsonaro só tem o reboque do pai

“caminho das trevas”. Mas a realidade é menos poética e muito mais hereditária.

Não existe Flávio Bolsonaro sem Jair.

O senador, assim como o deputado Eduardo e o eterno vereador Carlos, só chegou onde está porque foi puxado pela mão. São todos “filhotes” políticos agarrados à mão do pai. Até o caçula, Jair Renan, já se garantiu seguindo a mesma receita.

Sem o pai soprando no ouvido do eleitor que “é para votar no meu filho”, essa autonomia que alardeiam desaparece no primeiro turno.

Dizer que a disputa não é entre Lula e Bolsonaro é tentar tapar o sol com a peneira. O país pode até ansiar por outras opções que satisfaçam o eleitorado, mas o cenário continua polarizado.

De um lado, o “Opala” que ainda tem motor e um farol próprio. Do outro, herdeiros que tentam dirigir um carro que nem lhes pertence.