Impasse barra loteamento em Sertanópolis

Várias reuniões foram realizadas, entrevistas em rádio e jornal, foram dadas pare resolver a liberação de um loteamento em Sertanópolis. Porém, o impasse persiste.

O que dizem as partes:

A Prefeitura e o Saae, órgão responsável pelo abastecimento de água e o esgotamento sanitário, justificam a falta da liberação devido ao gargalo formado pela saturação da estação de tratamento de esgotos e o comprometimento da rede de abastecimento de água. O loteamento em questão possui cerca de 560 lotes e a prefeitura diz estar sendo cobrada pelo Ministério Público para resolver o problema do esgoto, uma vez que a atual estação de tratamento teria chegado ao limite máximo para receber dejetos. A Prefeitura pretende readequar a estação de tratamento e, para isso, recebeu um repasse de R$ 1,5 milhão da Câmara Municipal e irá injetar mais R$ 1,7 milhão, totalizando R$ 3.2 milhões para resolver o problema. No entanto, após estudos mais detalhados, pode-se chegar a conclusão que seriam necessários cerca de 6 milhões de reais. O local vem sendo preparado e, em 2020 foi feito um desassoreamento da lama do esgoto nas lagoas de decantação. O problema vem se arrastando a muitos anos e a maioria dos prefeitos que passaram pela administração não tomaram providências. Foi preciso o MP e a Força Verde intervir para que algo fosse feito.

A Loteadora LCA Empreendimentos rebate os motivos justificados pela Prefeitura e apresentou soluções paliativas para a liberação do empreendimento, que iria gerar novos impostos (IPTU, ITBI), empregos na construção civil e uma série de benefícios ao município. A empresa também está disposta a repassar recursos financeiros para a viabilização da obra da estação de tratamento.

Em nosso entender, alguma solução deve ser encontrada. A cidade precisa crescer e um empreendimento desse porte seria benéfico para o município. Foram propostas rede seca de esgoto, estação própria para o tratamento de esgotos do loteamento, ampliação da atual estação (que, diga-se de passagem, não é uma estação de tratamento. Apenas lagoas de decantação). Enquanto gestões anteriores ficaram embelezando a cidade, colocando lâmpadas coloridas no Lago Tabocó, reformando praça a um custo milionário, pintando hospital e outras maquiagens, a bomba acabou estourando no colo da atual prefeita, Ana Ruth. A Prefeitura e o Saae querem o loteamento e sabem da importância dele. Porém, administrações anteriores ficaram mais de 20 anos sem investir um centavo sequer em saneamento básico. É preciso um entendimento entre todos, para que fiquem bom tanto para o empreendedor como para a população. Cada um deve ceder um pouco e ter compreensão.

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